Mais do que construir uma coreografia, nosso objetivo era valorizar a história e as tradições de Luiz Alves

O processo de criação dessa coreografia começou a partir de uma ideia que uma das coreógrafas do grupo já tinha há algum tempo, somada às experiências que construímos em outros trabalhos de danças populares internacionais, nos quais já abordávamos a colheita da cana-de-açúcar. A partir desse repertório, surgiu a oportunidade de desenvolver uma coreografia que contasse uma história muito especial para nós e para a nossa cidade.

Começamos a trabalhar na coreografia da cachaça no início do ano, e foi um processo de muita dedicação e ensaios intensos, principalmente aos finais de semana, aos sábados e domingos. Foram muitos momentos em que deixamos de lado o lazer, os encontros com amigos e até o tempo com a família para nos dedicarmos ao trabalho e buscarmos o melhor resultado possível.

Mais do que construir uma coreografia, nosso objetivo era valorizar a história e as tradições de Luiz Alves, especialmente a produção de cachaça, que é tão representativa para o nosso município. Trouxemos também a história dos concursos às cegas, nos quais as cachaças são degustadas e avaliadas sem que os participantes saibam quais marcas estão experimentando. Esse tipo de concurso contribuiu para dar reconhecimento e destaque à qualidade das cachaças produzidas em nossa cidade.

Foi muito especial transformar tudo isso em dança, porque conseguimos unir pesquisa, cultura, história e arte em um único trabalho. O processo foi bastante intenso e cansativo, mas também muito produtivo. Nós três, como coreógrafas, trabalhamos juntas durante toda essa construção, compartilhando ideias, criando e aperfeiçoando cada detalhe da coreografia.

Ver esse trabalho conquistar o primeiro lugar é uma alegria imensa e a recompensa por toda a dedicação que tivemos. É gratificante saber que conseguimos levar um pouco da história de Luiz Alves para um palco tão importante, valorizando nossas tradições por meio da dança. Conquistar esse resultado no Festival de Danças Germânicas da Oktoberfest Blumenau, considerado o maior festival de danças germânicas do Brasil, torna tudo ainda mais especial.

Fonte e fotos: Divulgação

Arte Circular- Escola de dança

Coreógrafas: Giovana Hostert
Mariana Martini
Sofia Volles Fontanive