A Nissan Frontier pode ter saído do catálogo da marca no Brasil, mas isso não significa o fim da picape no país. A montadora japonesa prepara a chegada de duas frentes importantes para o mercado nacional: uma opção eletrificada inédita feita na China e uma reestilização profunda produzida no México, mantendo o veículo competitivo frente a rivais tradicionais.
Novo design e estratégia de mercado
Uma imagem supostamente vazada na Tailândia revelou como a caminhonete poderá se parecer após a atualização visual. O registro exibe uma dianteira completamente reformulada, apostando em faróis divididos, grade ampliada e elementos horizontais marcantes. Caso o vazamento seja verídico, a Nissan seguirá o mesmo caminho de concorrentes diretas como a Chevrolet S10 e a Toyota Hilux, atualizando a carroceria sobre a plataforma atual para estender o ciclo de vida do modelo por mais alguns anos.
Tecnologia híbrida e motorização a diesel
A inédita Frontier Pro representará uma mudança expressiva de segmento, trazendo um sistema híbrido plug-in (PHEV) desenvolvido em parceria com a Dongfeng. Esse conjunto combina um motor 1.5 turbo a gasolina com um propulsor elétrico dianteiro, gerando 434 cv de potência e 81,6 kgfm de torque, associado a um câmbio automático de quatro marchas e tração 4×4. Com 5,52 metros de comprimento e 3,30 metros de entre-eixos, a configuração eletrificada focará em maior espaço interno e conforto para mercados da América Latina, Oceania e Sudeste Asiático, oferecendo até 135 km de autonomia elétrica pelo ciclo chinês CLTC.
Paralelamente, a variante tradicional da picape D23 continuará apostando na robustez mecânica para atender aos consumidores mais tradicionais. Sob o capô, manterá o motor quatro cilindros 2.3 biturbo a diesel de 190 cv e 45,9 kgfm de torque, sempre conectado à transmissão automática de sete marchas. Para garantir versatilidade no uso comercial e pesado, as versões de entrada adotarão eixo rígido com feixe de molas, enquanto as configurações topo de linha preservarão o conforto da suspensão traseira multilink.
Futuro da linha no Brasil
A estratégia da Nissan para o mercado brasileiro consistirá em dividir sua oferta em duas frotas complementares. A versão movida a diesel continuará sendo importada do México para atender à demanda tradicional no Brasil e na Argentina, enquanto a novidade híbrida plug-in virá diretamente da China para fortalecer a presença de veículos eletrificados da marca japonesa no país.




